quinta-feira, 29 de novembro de 2007
PÂNICO
Apercebi-me HOJE (ou seja, quase 1 mês depois de cá ter chegado) que ainda não bebi leite com chocolate desde que cá estou. Lembrei-me disso HOJE porque agora apetecia-me um leitinho anoréxico aquecido com duas colherinhas de chocolatinho em pó e NÃO TENHO CHOCOLATE EM PÓ!! Como é que eu me esqueci de comprar este must have? Não sei, mas mas em contrapartida lembrei-me de comprar 2 tipos de chá (com e sem teína)... Quererá isto dizer qualquer coisa? Náááá
COLD CALDEIRA
A Caldeira cá da casa tem problemas de personalidade. Deveria arrancar das 5 às 10 (manhã e noite) durante a semana e trabalhar em contínuo ao fim de semana. Contudo, é capaz de lhe dar uma na vinheta e se não formos lá dar-lhe um empurrãozinho, ela fica caladinha um dia inteiro, ou mais se ela tiver acordado para o lado errado. Visto que esta menina (que é NOVA) está no meu WC, foi-me explicado como incentivá-la a trabalhar. Por isso quando a Caldeira não quis funcionar após 4 (2 ontem e 2 hoje) belíssimos sermões pregados tal qual Santo António aos peixes, aqui pela RESTELO, falei com o meu Landlord para dizer o que se passava. Em dias anteriores o método tinha funcionado sem problemas e não havia razão para deixar de ter efeito. Ele disse que já suspeitava que ontem ela não se teria ligado e por isso já tinha chamado o Plumber para vir cá no fim de semana. Felizmente o meu Landlord já me tinha dado para as mãos um aparelhómetro eléctrico que funciona às mil maravilhas e aquece o meu micro-espaço num instantinho. Contudo, parece que a casa está pior que a Antártica no auge do Inverno; ele tinha um Polar vestido e disse “Pois, já viste, tenho de andar assim pela casa!”.
As boas notícias: o plumber vem cá no sábado
As más notícias: o plumber vem cá no sábado às 8 da manhã... O que é absolutamente fantástico tendo em conta que amanhã são os anos da Jenny e vamos sair para Windsor.
P.S.1: Acho a palavra Landlord absolutamente espectacular, dá um ar medieval à coisa! Bem mais imponente que Senhorio, palavra mais pãozinho sem sal...
P.S.2: Não me lembro como se diz plumber em Português, as únicas palavras que me vêm à cabeça são esquentador e espanador e essas eu sei que não são...
As boas notícias: o plumber vem cá no sábado
As más notícias: o plumber vem cá no sábado às 8 da manhã... O que é absolutamente fantástico tendo em conta que amanhã são os anos da Jenny e vamos sair para Windsor.
P.S.1: Acho a palavra Landlord absolutamente espectacular, dá um ar medieval à coisa! Bem mais imponente que Senhorio, palavra mais pãozinho sem sal...
P.S.2: Não me lembro como se diz plumber em Português, as únicas palavras que me vêm à cabeça são esquentador e espanador e essas eu sei que não são...
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Nham Nham - COMIDA!
N.B.: se estás com fomeca, não leias este post, se não o teu buraquinho no estômago vai-se transformar num buraco negro intergaláctico. Ou não...
Tenho saudades de:
-bacalhau à Gomes de Sá, bacalhau com coentros (uma variante da minha mãe do bacalhau com natas), bacalhau à Zé do Pipo (o da mionese), polvo assado no forno acompanhado de batatinhas a murro, sopa de tomate com ovo, bifinhos de perú com natas e cogumelos. açorda de gambas (do Viriato), picanha (do Viriato), empadão de soja, bolonhesa de soja, sapateira, porco preto com castanhas (como havia no casamento da Figueirinha)
Conclusão: sou uma pessoa de salgados
E porque é que eu não como estas iguarias aqui:
-não tenho paciência de cozinhar só para mim (especialmente pratos complicados)
-não tenho paciência para passar o fim de semana a cozinhar e a congelar comida para os almoços
-não sei fazer alguns dos pratos (sapateira por exemplo)
-o meu jantar são cereais
-não tenho nem uma frigideira, nem uma panela... Porquê não sei, visto que tenho 4 placas eléctricas à disposição e que pelo mísero estado em que estão, já foram certamente usadas por inquilinos anteriores. Vou ter de tratar disto...
-detesto almoçar sozinha por isso também não vou à cantina (e fico-me pelo bar do nosso edifício onde me encontro com os meus amigos, levo sandes e salada e compro a sopinha quentinha)
De qualquer forma eles têm tendência a abusar da pimenta, dos fritos e dos molhos com os quais o meu sistema não tem muita amizade. Por exemplo, as sopas não são más, mas já estou a ficar enjoada porque acho que sabem sempre ao mesmo porque a base é (ou pelo menos parece ser) sempre a mesma e a brutal quantidade de pimenta não ajuda. Na verdade, acho que não sou grande fã da comida dos bifes.
Conclusão:
Não como grande coisa mas também não ando a passar fominha, não se preocupem. Por isto tudo já tou a apertar os cintos mais 1 furo.
É giro para mim fazer a comparação com França onde engordei que nem um texugo à conta das massas e outros pratos deliciosos da cantina; dos queijos, do pão, das tartifletes, raclettes, choucroute, das cuisses de canards confits e outras iguarias que os colegas levavam para o jantar de 6ªf. E eu ia de bicicleta para o trabalho (3km/dia), ao supermercado, ao fim de semana chegava a andar 20km num só dia... Só para verem que desporto não é tudo e que a alimentação equilibrada é realmente muito importante. Aliás, nos últimos 3 meses deixei de ir à cantina e passei a levar uma consistente salada e comecei logo a emagrecer...
Ou seja, se querem perder peso, venham para o UK, se gostam de boa comida e não se importam de engordar uns kilitos, vão para França.
Aqui podem ver uma tartiflette (tabuleiro) e uma raclette (queijo é derretido com uma resistência que é colocada próxima e é deitado sobre carnes frias e batas cozidas)

O mais incrível para mim foi ver uma das minhas amigas inglesas que tem uma colega nos USA que ela foi visitar há uns tempos e dizer: “ela agora gosta daquela comida americana!! Eu só me virei para ela e disse “mas tu esqueceste de quão boa é a comina inglesa?””. A situação é deveras preocupante pois eles nem têm noção de como a comida deles é horrível!
Tenho saudades de:
-bacalhau à Gomes de Sá, bacalhau com coentros (uma variante da minha mãe do bacalhau com natas), bacalhau à Zé do Pipo (o da mionese), polvo assado no forno acompanhado de batatinhas a murro, sopa de tomate com ovo, bifinhos de perú com natas e cogumelos. açorda de gambas (do Viriato), picanha (do Viriato), empadão de soja, bolonhesa de soja, sapateira, porco preto com castanhas (como havia no casamento da Figueirinha)
Conclusão: sou uma pessoa de salgados
E porque é que eu não como estas iguarias aqui:
-não tenho paciência de cozinhar só para mim (especialmente pratos complicados)
-não tenho paciência para passar o fim de semana a cozinhar e a congelar comida para os almoços
-não sei fazer alguns dos pratos (sapateira por exemplo)
-o meu jantar são cereais
-não tenho nem uma frigideira, nem uma panela... Porquê não sei, visto que tenho 4 placas eléctricas à disposição e que pelo mísero estado em que estão, já foram certamente usadas por inquilinos anteriores. Vou ter de tratar disto...
-detesto almoçar sozinha por isso também não vou à cantina (e fico-me pelo bar do nosso edifício onde me encontro com os meus amigos, levo sandes e salada e compro a sopinha quentinha)
De qualquer forma eles têm tendência a abusar da pimenta, dos fritos e dos molhos com os quais o meu sistema não tem muita amizade. Por exemplo, as sopas não são más, mas já estou a ficar enjoada porque acho que sabem sempre ao mesmo porque a base é (ou pelo menos parece ser) sempre a mesma e a brutal quantidade de pimenta não ajuda. Na verdade, acho que não sou grande fã da comida dos bifes.
Conclusão:
Não como grande coisa mas também não ando a passar fominha, não se preocupem. Por isto tudo já tou a apertar os cintos mais 1 furo.
É giro para mim fazer a comparação com França onde engordei que nem um texugo à conta das massas e outros pratos deliciosos da cantina; dos queijos, do pão, das tartifletes, raclettes, choucroute, das cuisses de canards confits e outras iguarias que os colegas levavam para o jantar de 6ªf. E eu ia de bicicleta para o trabalho (3km/dia), ao supermercado, ao fim de semana chegava a andar 20km num só dia... Só para verem que desporto não é tudo e que a alimentação equilibrada é realmente muito importante. Aliás, nos últimos 3 meses deixei de ir à cantina e passei a levar uma consistente salada e comecei logo a emagrecer...
Ou seja, se querem perder peso, venham para o UK, se gostam de boa comida e não se importam de engordar uns kilitos, vão para França.
Aqui podem ver uma tartiflette (tabuleiro) e uma raclette (queijo é derretido com uma resistência que é colocada próxima e é deitado sobre carnes frias e batas cozidas)
O mais incrível para mim foi ver uma das minhas amigas inglesas que tem uma colega nos USA que ela foi visitar há uns tempos e dizer: “ela agora gosta daquela comida americana!! Eu só me virei para ela e disse “mas tu esqueceste de quão boa é a comina inglesa?””. A situação é deveras preocupante pois eles nem têm noção de como a comida deles é horrível!
Classificação
Francesices,
I love my life,
Inglesices,
Minham Minham
terça-feira, 27 de novembro de 2007
Eu gosto é do Verão...
Não, eu por acaso até gosto do frio! Não desgosto de me refastelar à beira de uma piscina, claro que não, mas o frio também tem os seus encantos. Uma das coisas que gosto no frio, é a neve; aliás, what’s the point of being freezing cold if it isn’t gonna snow!? Outra coisa que adoro é estar em casa a beber um cházinho ou um chocolatinho quente enquanto chove lá fora. O frio tem a vantagem que podemos sempre vestir mais qualquer peça de roupa, o invés relativamente ao Verão, pode não ser fazível.
Uma das coisas a que associamos o frio é, geralmente, a roupa de Inverno: camisolas, sobretudos, casacões, bem, coisas pesadonas e que nos mantêm quentes até à espinha. Quando soube que vinha para cá em Novembro pensei: prontos, lá-se me vai ficar a mala cheinha num instante por causa destas roupas invernosas, mas, que remédio, eu não posso morrer de frio. Duas razões para pensar isto foram: na rua estará frio e eu não sei como irei para o emprego, eu sei lá se a casa não tem aquecimento decente! De facto, na rua está frio, bem, está frescote, mas a pessoa começa a andar e aquece nus microsegundos; no laboratório onde estou a temperatura varia entre os 25 e os 33ºC (!!!!!) pois há um ligeiro problema com o aquecimento. RESULTADO: saio de casa com um top de alças ou uma T-shirt a acompanharem calças de meia-estação, coberta por um casaco de fazenda que vai até ao joelho, o cachecol e as luvas; a meio do caminho já tirei o cachecol e abri o primeiro botão do casaco, mais uns minutos e tiro as luvas; entro no edifício e tiro o casaco enquanto vou pelo corredor fora; entro no laboratório e abro duas janelas porque estão cerca de 30ºC e queixo-me de que é impossível trabalhar assim; ligo o PC e só 10min depois consigo vestir a bata. Como acho que andar ali de top é mostras carne a mais, ponho um casaquinho quando não estou de bata, o que faz com que ando sempre no despe-veste (em zonas de escritório, como aquela onde está o meu PC, não se pode andar de bata). CONCLUSÃO: devia ter trazido roupa de verão pois até agora ainda não consegui usar nenhuma camisola (à excepção de uma sweat-shirt quando vou passear calmamente ao fim de semana e não sei a que horas volto). (In)felizmente isto significa que, não tarda nada tenho de ir às compras... quando é que são os saldos?
Uma das coisas a que associamos o frio é, geralmente, a roupa de Inverno: camisolas, sobretudos, casacões, bem, coisas pesadonas e que nos mantêm quentes até à espinha. Quando soube que vinha para cá em Novembro pensei: prontos, lá-se me vai ficar a mala cheinha num instante por causa destas roupas invernosas, mas, que remédio, eu não posso morrer de frio. Duas razões para pensar isto foram: na rua estará frio e eu não sei como irei para o emprego, eu sei lá se a casa não tem aquecimento decente! De facto, na rua está frio, bem, está frescote, mas a pessoa começa a andar e aquece nus microsegundos; no laboratório onde estou a temperatura varia entre os 25 e os 33ºC (!!!!!) pois há um ligeiro problema com o aquecimento. RESULTADO: saio de casa com um top de alças ou uma T-shirt a acompanharem calças de meia-estação, coberta por um casaco de fazenda que vai até ao joelho, o cachecol e as luvas; a meio do caminho já tirei o cachecol e abri o primeiro botão do casaco, mais uns minutos e tiro as luvas; entro no edifício e tiro o casaco enquanto vou pelo corredor fora; entro no laboratório e abro duas janelas porque estão cerca de 30ºC e queixo-me de que é impossível trabalhar assim; ligo o PC e só 10min depois consigo vestir a bata. Como acho que andar ali de top é mostras carne a mais, ponho um casaquinho quando não estou de bata, o que faz com que ando sempre no despe-veste (em zonas de escritório, como aquela onde está o meu PC, não se pode andar de bata). CONCLUSÃO: devia ter trazido roupa de verão pois até agora ainda não consegui usar nenhuma camisola (à excepção de uma sweat-shirt quando vou passear calmamente ao fim de semana e não sei a que horas volto). (In)felizmente isto significa que, não tarda nada tenho de ir às compras... quando é que são os saldos?
Tesco (will) rule the World
Constantemente falo do Tesco prá qui e o Tesco prá coli e a maior parte de vós não deve fazer a mínima ideia do que é isto do Tesco. O Tesco não é um simples supermercado, o Tesco é muito mais do que isso. O Tesco vende tudo aquilo que podemos encontrar num Jumbo ou Continente, mais um trilhião e meio de coisas que nada têm a ver com supermercados, nomeadamente: óculos graduados (têm pessoas lá para fazerem testes), seguro para o carro, para a casa, empréstimos, telemóveis, telefone e internet (rede Tesco) and soyone and soyone.
Tal como os outros supermercados, vocês pensam que o Tesco tem uma marca própria, não é? NÃO, o Tesco tem DUAS marcas próprias: Tesco e Tesco Value, que é como quem diz: barato e preço estupidamente irrisório. As diferenças de preço entre outras marcas e as marcas Tesco variam consoante os produtos mas, do que tenho reparado, as diferenças costumam ser significativas, ainda mais se estivermos a falar de produtos Value.
Quanto à qualidade dos produtos, tenho de admitir que Tesco abunda cá em casa, nomeadamente: produtos de limpeza, leite, cereais de pequeno almoço, chá Superfruits e não tenho razões de queixa. Aos Tesco Value já franzo o sobrolho, porque aquela embalagem branca que apenas diz Tesco Value a azul e branco tem um ar mesmo roskof. À excepção da almofada, que me custou £1,5; as da Tesco custavam para cima das £35 e eu não achei que fosse uma diferença aceitável. Tenho de dizer que foi uma excelente compra! Na altura pensei que, também se não fosse boa, ao menos só me tinha custado meia dúzia de tostões e sempre serviria de encosto.
Lembrem-se que UK é caro e o slogan do Tesco é exactamente “Every little helps”, com o qual tenho de concordar pois consigo arranjar coisas a preços não muito diferentes do nosso Portugal. A campanha de Natal põe as Spice Girls a fazerem as suas compras (umas para as outras), quase a cruzarem-se mas há sempre uma que vê a outra e por isso esconde-se antes de ser vista. Ou seja, cada uma viu as outras, mas as outras não a viram... isto percebe-se? O que não acho lógico no anúncio é que dá a imagem de que uma pessoa deve ter vergonha de ir lá às compras pois não quer que ninguém a veja.
A razão do título prende-se com o facto de o Tesco querer conquistar o mundo, não só parece querer deitar abaixo todas as outras marcas com os seus preços baixíssimos e variedade de produtos, como já abriu lojas nos USA.
Tal como os outros supermercados, vocês pensam que o Tesco tem uma marca própria, não é? NÃO, o Tesco tem DUAS marcas próprias: Tesco e Tesco Value, que é como quem diz: barato e preço estupidamente irrisório. As diferenças de preço entre outras marcas e as marcas Tesco variam consoante os produtos mas, do que tenho reparado, as diferenças costumam ser significativas, ainda mais se estivermos a falar de produtos Value.
Quanto à qualidade dos produtos, tenho de admitir que Tesco abunda cá em casa, nomeadamente: produtos de limpeza, leite, cereais de pequeno almoço, chá Superfruits e não tenho razões de queixa. Aos Tesco Value já franzo o sobrolho, porque aquela embalagem branca que apenas diz Tesco Value a azul e branco tem um ar mesmo roskof. À excepção da almofada, que me custou £1,5; as da Tesco custavam para cima das £35 e eu não achei que fosse uma diferença aceitável. Tenho de dizer que foi uma excelente compra! Na altura pensei que, também se não fosse boa, ao menos só me tinha custado meia dúzia de tostões e sempre serviria de encosto.
Lembrem-se que UK é caro e o slogan do Tesco é exactamente “Every little helps”, com o qual tenho de concordar pois consigo arranjar coisas a preços não muito diferentes do nosso Portugal. A campanha de Natal põe as Spice Girls a fazerem as suas compras (umas para as outras), quase a cruzarem-se mas há sempre uma que vê a outra e por isso esconde-se antes de ser vista. Ou seja, cada uma viu as outras, mas as outras não a viram... isto percebe-se? O que não acho lógico no anúncio é que dá a imagem de que uma pessoa deve ter vergonha de ir lá às compras pois não quer que ninguém a veja.
A razão do título prende-se com o facto de o Tesco querer conquistar o mundo, não só parece querer deitar abaixo todas as outras marcas com os seus preços baixíssimos e variedade de produtos, como já abriu lojas nos USA.
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Leite Anoréxico
Se há uma coisa que detesto é o filme de nata que se forma há superfície do leite quando este é aquecido. Essa é uma das razões para comprar leite magro, a outra é que tem menos sabor (coisa acerca da qual eu já falei num post anterior). Se vissem o olhar de nojo e medo que eu faço quando tiro o dito filme com uma colher, perceberiam que não é brincadeira. QUE NOJO! E sim, tenho medo que a nata me salte para os olhos, ou qualquer coisa do género pois detesto tocar-lhe (é o receio de acordar um monstro adormecido). Não é medo que a nata me vá parar às coxas, se não eu não comia chantily e outras maravilhas do género. Mas aquela nata é uma só, 1 filme enorme se estivermos a falar de um suporto de diâmetro razoável. Na verdade não passa do medo de não a conseguir tirar e eu sou absolutamente incapaz de beber leite se este tiver nem que seja uma amostra nanocoisa deste tipo de nata. ALGUÉM ME EXPLICA PORQUE É QUE O LEITE MAGRO AINDA TEM NATA? PORQUE É QUE NÃO TIRAM A TOTALIDADE DAQUELA MALDITA COISA!? PORQUÊ? Será preciso inventarem uma variedade de leite, o leite anoréxico: “0,00% de matéria gorda, 0,00% de nata no leite quente!” seria um bom slogan, não?
Chá tea se* e Romãs
Gosto de chá, é um facto. Comecei a gostar de chá especialmente quando estive em França. Pelo menos até ir para a terra do vinho e do queijo não me lembro de haver à venda nos supermercados da nossa terra, chás de frutos que não o limão e variadas misturas exóticas. Actualmente, a minha variedades preferidas dos Lipton é o Agrumes (toranja, laranja, lima...) que, por qualquer razão, nunca chegou a Portugal, apesar de outras varientes dos chá em pirâmide já estarem agora confortavelmente instaladas (também adoro o White e o Gold). Contentei-me com a referência Andaluzia que era bastante semelhante, mas, na minha modesta opinião, não tão magnífica.
Na ilha dos bebedores de chá, o preto é que domina, a maior parte dos bifes só conhece a dependência na teína e nunca desbundou uma infusãozita. Note-se que o chá preto vem em embalagens de 80 sacos, ou seja, 250g! Pessoalmente, cafeína ou teína após as 2 da tarde não são bem vindas pelo meu sistema. Como tal, lá fui eu ao Tesco à procura de uma variedade de chá que não o Everyday da Twinings. Como é óbvio, tive de comprar uma coisa estranhíssima que nunca tivesse visto em Portugal. E assim foi: GREEN TEA WITH SUPERFRUITS (Blueberry, Pomegranate & Acai Flavour). Chá verde porque faz bem; superfruits é o que eles chamam aos frutos que têm quantidades astronómicas de antioxidantes (tipo 300g antioxidantes por grama de cá). Blueberry é arando ; Pomegranate é a romã e acai é o fruto da palmeira. Apesar do estranho cheiro o sabor é bastante bom, mas o Agrumes continua a estar no top of the list. Eles aqui têm a mania da romã, fruto que em Portugal eu apenas comia carregado de açúcar e mesmo assim era com algum sofrimento pois detestava aquele interior rigo e amargo. Aliás esta era a única forma que eu conhecia para comer o fruto: descascar e morfar. Deste fruto eles também fazem sumo e do interior rigo uns cereais chamados Granola (há uns em PT parecidos mas não me lembro do nome nem da marca) No pequeno-almoço do hotel bebi o sumo (MUITO BOM) e comi os Granola com iogurte e frutos vermelhos (Excelente!); a maior parte das pessoas come com leite mas eu decidi ser diferente.
*leia-se chátice, ou seja, chatice, perceberam? É uma piada de assistente de bordo...
Na ilha dos bebedores de chá, o preto é que domina, a maior parte dos bifes só conhece a dependência na teína e nunca desbundou uma infusãozita. Note-se que o chá preto vem em embalagens de 80 sacos, ou seja, 250g! Pessoalmente, cafeína ou teína após as 2 da tarde não são bem vindas pelo meu sistema. Como tal, lá fui eu ao Tesco à procura de uma variedade de chá que não o Everyday da Twinings. Como é óbvio, tive de comprar uma coisa estranhíssima que nunca tivesse visto em Portugal. E assim foi: GREEN TEA WITH SUPERFRUITS (Blueberry, Pomegranate & Acai Flavour). Chá verde porque faz bem; superfruits é o que eles chamam aos frutos que têm quantidades astronómicas de antioxidantes (tipo 300g antioxidantes por grama de cá). Blueberry é arando ; Pomegranate é a romã e acai é o fruto da palmeira. Apesar do estranho cheiro o sabor é bastante bom, mas o Agrumes continua a estar no top of the list. Eles aqui têm a mania da romã, fruto que em Portugal eu apenas comia carregado de açúcar e mesmo assim era com algum sofrimento pois detestava aquele interior rigo e amargo. Aliás esta era a única forma que eu conhecia para comer o fruto: descascar e morfar. Deste fruto eles também fazem sumo e do interior rigo uns cereais chamados Granola (há uns em PT parecidos mas não me lembro do nome nem da marca) No pequeno-almoço do hotel bebi o sumo (MUITO BOM) e comi os Granola com iogurte e frutos vermelhos (Excelente!); a maior parte das pessoas come com leite mas eu decidi ser diferente.
*leia-se chátice, ou seja, chatice, perceberam? É uma piada de assistente de bordo...
Obviamente
que hoje me dói o derriere de tanto ciclismo ontem. Já tava mesmo a prever isto, ou eu não andasse de bicla há cerca de 3 anos...
domingo, 25 de novembro de 2007
Windsor - mais uma das casas da rainha
Hoje ultrapassei os meus receios de biclar nesta terra de canhotos! Visto que era domingo, decidi arriscar a minha vida, inspirar bem fundo, encher-me de coragem e meter-me em cima de uma bicicleta! Ontem à noite ainda meditei um bocado sobre o assunto e estive quase para desistir. Além disso, quando o despertador tocou hoje às 8 da madrugada ainda desejei que estivesse a chover para usar como desculpa a imposição da opção BUS. Incrivelmente, não chovia... Com algum custo lá me pus a caminho e às 10 para as 10 estava no sítio combinado. Havia ainda a hipótese do dono da bicla que eu ia levar precisar dela ou qualquer acontecimento súbito do género, mas tal não aconteceu. Após uma cup of tea, ou não estivéssemos nós em Inglaterra, e a decisão da rota lá nos pusemos a caminho do destino do dia: WINDSOR. Já deve fazer uma boa dúzia de anos desde que fui ao Castelo e, muito sinceramente, além da forma circular de algumas torres, tudo o resto era totalmente estranho para mim. Não foi fácil mas eventualmente lá demos com um caminho do parque onde se pode andar de bicicleta e foi engraçado ver as pessoas cumprimentarem-se apesar de não se conhecerem. Muitos cães, muitos veados, um avião, muito verde. O parque é bonito e agradável para passear, parte é propriedade da coroa e por isso está fechada ao público. Mesmo assim pareceu-me ENORME. Regresso a Windsor para almoço em PUB com comida típica onde bebemos vinho tinto quente (soube mesmo bem); eu comi Lamb with potatoes and vegetables que tinha um nome Hot Pot (se não era Pot era qualquer coisa do género). A sobremesa foi tomada no delicioso Windsor Chocolate Theater onde bebi um cremoso Hot Chocolate. Com as baterias recarreadas demos uma curta volta por Windsor, voltámos às bicicletas e voltámos pelo caminho ao longo do canal, para não repetirmos o caminho da ida em que passámos por Eton. Cá anoitece cedo, MUITO cedo e às 5 já estava na minha casinha. Longo duche, duas chávenas de chá e um post depois, começo a ter vontade de me deitar na minha caminha e dormir. Mas são apenas 7 da tarde, por isso acho que vou ler o meu livro do momento, que estou a adorar e acerca do qual já falei anteriormente “The World according to Clarkson”. Até amanhã!
Aqui ficam duas fotos:

Aqui ficam duas fotos:
sábado, 24 de novembro de 2007
O lado certo
Uma das coisas pela qual os ingleses são conhecidos é o facto de guiarem à esquerda. Ao contrário do resto da Europa, estes gentlemen têm o irritante hábito de colocar os volantes no lado direito das suas viaturas e rodarem alegremente pelo lado esquerdo da estrada, como se isso fosse uma coisa perfeitamente normal. Será que todos os ingleses têm o secreto e recondido desejo de serem condutores de comboios e metros? Não sei e também não me interessa, mas continuo a achar que os nossos comboios são meio destrambulhados por andarem ao contrário do resto do nosso trânsito.
Já me perguntaram se eu guio, ao que respondi “sim, do lado direito”. A razão pela qual não creio que tão depressa vá pôr as mãos atrás de um volante nesta ilha prende-se com o facto de eu ter levado cerca de 2 a 3 SEMANAS a inconscientemente olhar para o lado certo quando atravesso uma estrada. É que aqui em Langley e Slough não como em Londres em que eles escrevem em cada passadeira “look right” ou “look left”. Aqui, ou se olha para o lado certo, ou arrisca-mo-nos a levar com um Vauxhall ou um Aston Martin em cima. É que, como se não bastasse, eles não param nas passadeiras, a não ser que estas tenham semáforos! O peão atravessa quando não há carros e já é uma sorte! Portanto, como devem imaginar, se no primeiro dia eu SÓ olhava para o lado errado, nos dias seguintes, olhava para todos os lados (um estaria certo!) e eventualmente lá me habituei a não ter de pensar nisso.
Por estas e por outras também ainda não sei se me arrisco a conduzir uma bicla nesta terra de condutores loucos. Acho que vou ver quanto é o passe de autocarro para ir de casa para o emprego (e a estação de comboios para Londres)...
Já me perguntaram se eu guio, ao que respondi “sim, do lado direito”. A razão pela qual não creio que tão depressa vá pôr as mãos atrás de um volante nesta ilha prende-se com o facto de eu ter levado cerca de 2 a 3 SEMANAS a inconscientemente olhar para o lado certo quando atravesso uma estrada. É que aqui em Langley e Slough não como em Londres em que eles escrevem em cada passadeira “look right” ou “look left”. Aqui, ou se olha para o lado certo, ou arrisca-mo-nos a levar com um Vauxhall ou um Aston Martin em cima. É que, como se não bastasse, eles não param nas passadeiras, a não ser que estas tenham semáforos! O peão atravessa quando não há carros e já é uma sorte! Portanto, como devem imaginar, se no primeiro dia eu SÓ olhava para o lado errado, nos dias seguintes, olhava para todos os lados (um estaria certo!) e eventualmente lá me habituei a não ter de pensar nisso.
Por estas e por outras também ainda não sei se me arrisco a conduzir uma bicla nesta terra de condutores loucos. Acho que vou ver quanto é o passe de autocarro para ir de casa para o emprego (e a estação de comboios para Londres)...
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
Krispy Kreme

Provavelmente a marca de doughnuts mais anunciada nas séries americanas. Visto que aqui no Tesco (que é uma espécie de Jumbo ou Continente acerca do qual falarei um destes dias) há uma loja dos afamados doughnuts, a Restelo teve de ir lá experimentar. Quem nunca viu a fantástica série Sex and the City não saberá que foi culpa destas rodelas que Miranda estragou a sua dieta Weight Watchers. Não que seja especialmente fã destes fritos, mas a fama era tal! Eu tinha de saber why was there all that fuss about Krispy Kreme. A loja, decorada à 80’s american style, não muito grande, permite ver o fabrico dos doughnuts desde a massa até à fase final passando pela parte da fritura. Nesta altura, eu já estava ter second thoughts pois comecei a ver todo aquele óleo a entrar pelas minhas artérias a dentro, o que não é lá muito bom. Mas um dia não são dias e lá optei pelo modelo básico, sugar coated.
Conclusão: não percebo all the fuss à volta destes doughnuts! Era agradável, confirmo, a massa era tão fofinha que quase se derretia na boca mas, caramba, era um DOUGHNUT!! E não era pior que aqueles que se compram em Portugal naquelas embalagens amarelas!
NOTA: ainda não voltei à KK, acho 95p por 1 doughnut é um abuso. Como termo de comparação, pack de 5 doughnuts da Tesco, portanto também são frescos (mais que os que se compravam lá em PT apesar de eles os apelidarem de Pastelaria Fresca) custa 59p!
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Home Suite Home
Tal como anteriormente eu tinha referido, a minha casa tem uma configuração algo original. Isto é provavelmente devido ao facto de isto ter sido, em tempos passados, uma garagem.
Aqui vai um esquema, talvez pouco à escala e algumas fotos (tiradas com telemóvel, daí a fraca qualidade).




É um facto, tenho uma parede vermelha e o duche em frente à cozinha, mas o que é que se pode fazer? Apesar do duche ser pouco prático tenho de admitir que acho piada à parede. Nomeadamente porque, como tem a janela e as cortinas brancas e não é ultra brilhante, anima a casa!
Como não podia faltar tenho um quadro do Taj Mahal, está na “parede”, meio tapado pelo micro-ondas que está em cima do frigorífico. E perguntam voçês “por que raio estão estes dois aparelhos na sala/quarto?”, eu respondo “vocemeçês olhastes bem para a foto da cozinha? Aquele minúsculo espaço de bancada é o único existente, logo, o micro-ondas não pode ficar ali. Claro que estou a treinar a atirar legumes ao ar e com três facadas, cortá-los em pedacinhos, mas até agora os resultados não têm sido nada promissores. Como é óbvio, se eu tentasse pôr o frigorífico na cozinha, eu não conseguia lá entrar, o que não faz muito sentido, especialmente porque o frigorífico não vai cozinhar para mim.”. No dia em que conseguir cortar legumes no ar e p frigorífico cozinhar para mim, efectuarei de imediato a troca. Ao lado da televisão está um relógio que não funciona. A TV funciona, mas não está programada, e para progamar preciso de um comando, logo, é só fogo de vista (ela não estava cá quando vim ver a casa, foi um brinde quando cá cheguei, por isso também não posso reclamar muito). Contudo conto arranjar um comando para progamar aquela treta, especialmente porque estão a dar novos episódios do TOP GEAR e mal posso acreditar que não os estou a ver porque aquele emplastro não está sintonizado. Bem, por agora é tudo o que tenho para dizer, na minha cabeça há mais ideias mas não quero fazer posts (ainda) mais gigantescos.
Aqui vai um esquema, talvez pouco à escala e algumas fotos (tiradas com telemóvel, daí a fraca qualidade).

É um facto, tenho uma parede vermelha e o duche em frente à cozinha, mas o que é que se pode fazer? Apesar do duche ser pouco prático tenho de admitir que acho piada à parede. Nomeadamente porque, como tem a janela e as cortinas brancas e não é ultra brilhante, anima a casa!
Como não podia faltar tenho um quadro do Taj Mahal, está na “parede”, meio tapado pelo micro-ondas que está em cima do frigorífico. E perguntam voçês “por que raio estão estes dois aparelhos na sala/quarto?”, eu respondo “vocemeçês olhastes bem para a foto da cozinha? Aquele minúsculo espaço de bancada é o único existente, logo, o micro-ondas não pode ficar ali. Claro que estou a treinar a atirar legumes ao ar e com três facadas, cortá-los em pedacinhos, mas até agora os resultados não têm sido nada promissores. Como é óbvio, se eu tentasse pôr o frigorífico na cozinha, eu não conseguia lá entrar, o que não faz muito sentido, especialmente porque o frigorífico não vai cozinhar para mim.”. No dia em que conseguir cortar legumes no ar e p frigorífico cozinhar para mim, efectuarei de imediato a troca. Ao lado da televisão está um relógio que não funciona. A TV funciona, mas não está programada, e para progamar preciso de um comando, logo, é só fogo de vista (ela não estava cá quando vim ver a casa, foi um brinde quando cá cheguei, por isso também não posso reclamar muito). Contudo conto arranjar um comando para progamar aquela treta, especialmente porque estão a dar novos episódios do TOP GEAR e mal posso acreditar que não os estou a ver porque aquele emplastro não está sintonizado. Bem, por agora é tudo o que tenho para dizer, na minha cabeça há mais ideias mas não quero fazer posts (ainda) mais gigantescos.
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Restelo, o regresso após o interregno!
Boa sorte aos que vão ler, trata-se de um post longo porque, apesar de não ter ligação à net, fui escrevendo umas coisitas.
1 de Novembro
Avião atrasou-se e chegámos (eu e a minha better half) 45min mais tarde. Mas o senhor com a plaquinha com o nome da empresa estava lá à espera e isso é que importa. O Hotel é muito porreiro e muito perto da empresa.
2 de Novembro
Slough – não é que a cidade seja feia, a população é que tem um aspecto um pouco duvidoso. Há zonas com um ar muito simpático, basta ir no sentido oposto ao centro da cidade. Estive a ver casas: dois studios e um quarto. Houve uma altura em que estava a desesperar (uma das casas que tinha marcado ver hoje à tarde foi alugada hoje de manhã) as coisas para tarde melhoraram porque um dos studios era realmente engraçado (apesar de ter uma disposição no mínimo original) e, acima de tudo, por um preço bem jeitoso.
3 de Novembro
Fomos passear a Londres (de Slough à estação de Paddigton são uns míseros 20min de comboio)! Fomos a (quase) todos os sítios obrigatórios, o dia estava fantástico e fartámo-nos de andar. UM ESPECTÁCULO!
Tenho a dizer que, apesar de os ingleses terem colonizado a Índia no passado, agora foi a Índia que colonizou aqui esta zona (pelo menos Slough e Londres).
4 de Novembro
Tínhamos pensado voltar a Londres mas já tínhamos visto tanta coisa e estávamos tão cansados que acábamos por ficar por Slough e analisar tarifários de telefone e internet.
5 de Novembro
Novo emprego!! É tão bom estar de regresso ao laboratório! Que saudades que eu já tinha de falar de coisas como polímeros, monómeros e outras coisas que tais! Tenho uma secretária e um PC só para mim, conheci montes de pessoas e recebi um dossier de boas vindas todo catita.
O horário é porreiro, trabalho das 8.30 às 16.45 e tenho 45min de almoço; em qualquer dia escolho trabalhar menos uma hora, por exemplo, chegar uma hora mais tarde, sair uma hora mais cedo ou ter mais uma hora de almoço.
Outra coisa que fiz hoje foi tratar da casinha que vou alugar. Fui lá dizer que a quero para mim e que escusam de mostrá-la a mais seja quem for.
Como em Roma se faz como os romanas passei pelo Tesco (supermercado cá da ilha) e tratei de comprar tupperwares, saladita e umas coisitas de frango para fazer uma sandocha. Esta gente acha um abuso pagar 3 ou 4 pounds por uma refeição quentinha e prefere levar uma sandes de casa. Então pagar 25 pounds para ir ver bonecos de cera à Madame Tussauds, é o quê?
9 de Novembro
Ao fim de uma semana de trabalho...
Conclusões: as pessoas são super simpáticas e há realmente espírito de grupo visto que estamos todos “no mesmo barco”, o projecto onde estou a trabalhar é muito interessante (mais não posso dizer) e há muitas pessoas a trabalhar nele, também me parece é que é bastante complicado e as complicações já têm aparecido, contudo a equipa recebeu no dia 9/11 um prémio pelos desenvolvimentos feitos.
Isto de viver num hotel é estranho e sobretudo pouco prático. Mal posso esperar por me mudar para o meu espacinho.
17 e 18 de Novembro
Fim de semana da mudança! Como tal, lá tive de empacotar as malas todas e apanhar um taxi até Langley (não, não é onde fica a sede da CIA) que é uma zona de Slough mais melhor bem, com ar calminho e casas arranjadinhas. Escuzado será dizer que o meu senhorio é indiano (mas nascido cá), tal como 90% da população de Slough (5% são ingleses e 5% ficam classificados como “outros”). Não sou racista mas sinceramente nunca pensei ver tão poucos ingleses na rua como aqui! NOTA: até o pub que fica ao pé da estação serve praticamente só comida indiana. O problema é que eu ainda me estou a habituar a compreender o sotaque deles (eles predominam também no banco onde abri conta e no Tesco) e muitas vezes tenho de pedir para repetirem.
A luzes de Natal começam a acender-se e o briol está no ar. Apanhei os primeiros chuviscos desde que estou cá, eram de um tamanho miserável, felizmente pois tinha ido as compras e estava um pouco carregada.
1 de Novembro
Avião atrasou-se e chegámos (eu e a minha better half) 45min mais tarde. Mas o senhor com a plaquinha com o nome da empresa estava lá à espera e isso é que importa. O Hotel é muito porreiro e muito perto da empresa.
2 de Novembro
Slough – não é que a cidade seja feia, a população é que tem um aspecto um pouco duvidoso. Há zonas com um ar muito simpático, basta ir no sentido oposto ao centro da cidade. Estive a ver casas: dois studios e um quarto. Houve uma altura em que estava a desesperar (uma das casas que tinha marcado ver hoje à tarde foi alugada hoje de manhã) as coisas para tarde melhoraram porque um dos studios era realmente engraçado (apesar de ter uma disposição no mínimo original) e, acima de tudo, por um preço bem jeitoso.
3 de Novembro
Fomos passear a Londres (de Slough à estação de Paddigton são uns míseros 20min de comboio)! Fomos a (quase) todos os sítios obrigatórios, o dia estava fantástico e fartámo-nos de andar. UM ESPECTÁCULO!
Tenho a dizer que, apesar de os ingleses terem colonizado a Índia no passado, agora foi a Índia que colonizou aqui esta zona (pelo menos Slough e Londres).
4 de Novembro
Tínhamos pensado voltar a Londres mas já tínhamos visto tanta coisa e estávamos tão cansados que acábamos por ficar por Slough e analisar tarifários de telefone e internet.
5 de Novembro
Novo emprego!! É tão bom estar de regresso ao laboratório! Que saudades que eu já tinha de falar de coisas como polímeros, monómeros e outras coisas que tais! Tenho uma secretária e um PC só para mim, conheci montes de pessoas e recebi um dossier de boas vindas todo catita.
O horário é porreiro, trabalho das 8.30 às 16.45 e tenho 45min de almoço; em qualquer dia escolho trabalhar menos uma hora, por exemplo, chegar uma hora mais tarde, sair uma hora mais cedo ou ter mais uma hora de almoço.
Outra coisa que fiz hoje foi tratar da casinha que vou alugar. Fui lá dizer que a quero para mim e que escusam de mostrá-la a mais seja quem for.
Como em Roma se faz como os romanas passei pelo Tesco (supermercado cá da ilha) e tratei de comprar tupperwares, saladita e umas coisitas de frango para fazer uma sandocha. Esta gente acha um abuso pagar 3 ou 4 pounds por uma refeição quentinha e prefere levar uma sandes de casa. Então pagar 25 pounds para ir ver bonecos de cera à Madame Tussauds, é o quê?
9 de Novembro
Ao fim de uma semana de trabalho...
Conclusões: as pessoas são super simpáticas e há realmente espírito de grupo visto que estamos todos “no mesmo barco”, o projecto onde estou a trabalhar é muito interessante (mais não posso dizer) e há muitas pessoas a trabalhar nele, também me parece é que é bastante complicado e as complicações já têm aparecido, contudo a equipa recebeu no dia 9/11 um prémio pelos desenvolvimentos feitos.
Isto de viver num hotel é estranho e sobretudo pouco prático. Mal posso esperar por me mudar para o meu espacinho.
17 e 18 de Novembro
Fim de semana da mudança! Como tal, lá tive de empacotar as malas todas e apanhar um taxi até Langley (não, não é onde fica a sede da CIA) que é uma zona de Slough mais melhor bem, com ar calminho e casas arranjadinhas. Escuzado será dizer que o meu senhorio é indiano (mas nascido cá), tal como 90% da população de Slough (5% são ingleses e 5% ficam classificados como “outros”). Não sou racista mas sinceramente nunca pensei ver tão poucos ingleses na rua como aqui! NOTA: até o pub que fica ao pé da estação serve praticamente só comida indiana. O problema é que eu ainda me estou a habituar a compreender o sotaque deles (eles predominam também no banco onde abri conta e no Tesco) e muitas vezes tenho de pedir para repetirem.
A luzes de Natal começam a acender-se e o briol está no ar. Apanhei os primeiros chuviscos desde que estou cá, eram de um tamanho miserável, felizmente pois tinha ido as compras e estava um pouco carregada.
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I love my life,
I love my work,
Inglesices,
London
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