segunda-feira, 21 de maio de 2007

Quero o meu Ferrari!

Li no Expresso:
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A questão "o que é que o dinheiro não compra?" é eterna. A resposta "afecto" é célebre. Mas os investigadores britânicos deram a conhecer na passada semana uma nova abordagem para esta temática. Os que acham que o dinheiro pode pagar até a felicidade , desenganem-se! É científico: você é mais feliz se ganhar menos mas puder partilhar o que ganha com os amigos, diariamente.
Segundo uma pesquisa noticiada pela BBC e efectuada junto de oito mil britânicos, "quem aufere 14 mil euros por ano e encontra os amigos com frequência é tão ou mais feliz do que alguém que ganha 139 mil euros por ano e nunca, ou quase se encontra com os amigos". A pesquisa, conduzida pelo Instituto de Educação da Universidade de Londres, sob a coordenação do economista Nick Powdthavee, concluiu que "ver os amigos duas vezes por mês traria tanta felicidade como ganhar 98 mil euros anuais".
O curioso deste estudo é que Nick não hesita em afirmar que "o aumento dos rendimentos gera pouca felicidade e os ganhos resultantes da convivência social são mais duráveis que os salariais". O economista, habituado a estudar a relação entre a economia e a felicidade, faz saber que "os resultados deste estudo mostram claramente que um aumento no nível de envolvimento social equivale a dezenas de libras adicionais por ano, em termos de satisfação de vida".
Estou em crer que, se realizado em Portugal, os resultados deste estudo seriam diferentes. Mas ainda assim - e porque considero que se a felicidade tem um preço elevado os meus amigos dinheiro nenhum do mundo os paga – sugiro que se encare isto numa perspectiva terapeutica. À luz da teoria britânica, se o seu aumento não foi o que esperava, se não obteve a promoção desejada, se a sua vida profissional ameaça a estagnação ou mesmo se nenhum destes casos for o seu, saia com os amigos e celebre!
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Conclusão: quem não tiver amigos, ou tem um emprego muita bom, ou então está muito mal.

Na minha opinião, se o estudo fosse realizado a mim, os resultados seriam CERTAMENTE diferentes. Porquê?
Porque:
- trabalho um número infindável de horas, que vai bem além do que estipula o meu contrato,
- tenho de me deslocar a outras cidades do país e o tempo de viagem não é considerado como "tempo de trabalho",
- exigem que trabalhe ao fim-de-semana,
- sou mal paga,
- alguns d)os amigos têm-me deixado muito desapontada, enfim, mais vale pensar que "só faz falta quem cá está", seguir em frente e arranjar uns novos porque assim, não vale a pena.
Ou seja, neste momento estou mais virada para "Dinheiro não traz felicidade mas eu prefiro chorar num Ferrari" porque me parece o "mal menor"(?).

P.S: Caso não tenha sido suficientemente óbvia: procuro emprego, claro!! Estou farta de ser explorada, infelizmente isto é mais fácil dizer que fazer... Fico à espera de dias melhores.

2 comentários:

Hulf disse...

... Os pássaros voarão
E o mundo encher-se-á de suas penas

Calados nos ouviremos segredando
Fazendo do horizonte uma linha longa,

Tu tremerás receosa do infinito
Mas eu estarei junto de ti...

E será doce ou triste aquele poente...?

Porém tu me dirás sorrindo:

— Que importa? São tuas as linhas desta mão...

Anónimo disse...

Se não te importares muito também não me importava de ter um Ferrari...haha
Quanto ao resto dou-te um conselho: não penses muito nisso, só te dá ralações e não podes fazer muito para modificar.
Relativamente aos amigos, tu própria já o disseste: " só faz falta quem está" aos outros não te importes muito porque são eles que perdem com a tua ausência.
Jocas
goethe