sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

D.O.C. Slough

Há uma casa por onde passo todos os dias que tem um jardim, tal como tantas outras casas por onde passo todos os dias. A diferença é que esta casa tem uma videira, estando esta estrategicamente colocada junto ao muro (de palmo e meio) que separa o jardim do passeio público. Não sei a velocidade de crescimento destas plantas mas não devem ter sido precisos muitos anos para a videira ficar com tamanho superior ao muro e possuir ramos que atacam o espaço vazio que a envolve.
Vossemecê sabeis o que as videiras dão? Não é vides, é uvas! Porque a vida é mesmo assim e os pais não foram feitos para nos aturar toda a vida na casa deles, quando as uvas estão maduras, a videira expulsa as suas crias deixando-as cair... onde calhar. Esta videira tem a capacidade de expulsar as suas crianças para o meio do passeio, que é algo apenas comparável a uma mãe abandonar o seu bebé num caixote do lixo em plena Zona J. Ou seja, pobre criança, o seu tempo de vida será curto. É isso mesmo que acontece às uvas! Daí a pouco alguém passa e SQUASH, uva pisada. O que é pena, porque se calhar o vinho que os transeuntes vão fazendo no passeio poderia ser aproveitados pelos donos (não O feito pelos transeuntes que esses estão calçados quando pisam as uvas e isso não está na tradição; os senhores fariam o seu vinho, perceberam?) e, quem sabe, conseguiriam um vintage daqui a muitos anos! Vintage de Slough, tá-se mesmo a veri!

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