domingo, 20 de abril de 2008

Season 1 - Ep3 - A minha vida dava 1 argumento

Continuação
Cá vão os resultados da Sondagem "Afinal de contas, Carlos, o Carteiro é:"
a grande paixão de Maria, a Manicura 8 (42%)
um apaixonado de Maria, a Manicura 2 (10%)
a grande paixão de Gonçalo, o Gay 4 (21%)
o que impedia Maria, a Manicura aproximar-se de Mónica, a Mulher 5 (26%)
e agora a história...

Afinal de contas, Carlos, o Carteiro é a grande paixão de Maria, a Manicura. E apesar de Maria nunca ter desejado que o divórcio acontecesse, um ligeiro sorriso escapou-se-lhe.
Todos os dias, por volta das 11 da manhã, Maria, a Manicura esperava ansiosamente pelos dois toques à campainha. Carlos, como qualquer carteiro que se preze, tocava sempre duas vezes. Maria dava sempre um jeito no cabelo lambendo as palmas das mãos e passando-as pela farta cabeleira que tinha uma vontade própria e era tão indomável como a própria Maria. Quando se lembrava a tempo ainda reenforçava o seu odor colocando mais duas sprayadelas de um Eau de Toilette comprado na loja dos 300 (agora mais conhecidas como loja do €1,5). Quando abria a porta e via Carlos, o Carteiro, Maria ouvia os pássaros a cantar e sol brilhava só par ela. Carlos, contudo, costumava entregar a correspondência sem praticamente olhar para Maria e, por muito que ela lhe dissesse "Bom dia, como tá?", Carlos encolhia os ombros e afastava-se para a sua bicla.
-Oh Gonçalo, claro que não conto a ninguém que fostes tu que me contastes. Mas brigadinha, sabes que... prontos...
-Eu sei fofinha, e por isso é que estava aqui a rebentar!! Apesar de que eu não gosto do gajo nem pintado, pá! Entrega-me o correio com 2 dias de atraso e sempre amachucado ou sujo! Uma po-ca-ri-a!!
-Se calhar é por causa disto do casamento não andar bem, coitadinho...
-Não é nada que isto sempre me aconteceu e com o meu pai isso não acontecia. Aqui não?
-Ah, num sei, nunca reparei... E o teu pai, sabes que ele era uma pessoa que todos respeitavam.
-Pois, não sei perqué que não terás reparado, né? E do meu pai aquilo não era respeito, era medo!
-Pois, se calhare... Aquela morte foi muito estranha, não foi?
-Eh pá, agora esquece isso! Temos de pensar como é que vamos fazer com que o Carlos goste de ti. Já sei!! Vais:
a) fazer-lhe uma serenata
b) convidá-lo para um jantar em tua casa
c) convidá-lo para uma massagem no salão da Paulina, a Patroa
d) enviar-lhe uma carta de amor

3 comentários:

Sofia disse...

ena ena..fui a 1a a votar! estou a gostar disto =)

Restelo disse...

Ainda bem! É bom ver que há "clientes" satisfeitos!

Margarida disse...

Só mudava uma coisa "...comprado na loja dos 300 (agora mais conhecidas como "chineses"). Está a ficar fixe a história :).