sexta-feira, 3 de agosto de 2007

CML

"Helena Roseta recusou juntar-se a coligação PS-BE na Câmara Municipal de Lisboa" escrevia ontem o Público. No fim da notícia liam-se ainda as palavras da senhora arquitecta: "Na campanha eleitoral, disse que teria só uma palavra e não faria coligações nem com o PS nem com [o ex-presidente da autarquia] Carmona Rodrigues, mas estaria disponível para aprovar medidas do interesse da cidade. Lugares em troca de compromissos, não".
A senhora está determinada, disso não há dúvida. São mulheres (ou homens) como esta que são precisos nos cargos políticos. Não digo em todos os cargos, mas a sua presença é fundamental para que não haja maiorias em todo o lado que fazem o que querem independentemente daquilo que é de facto melhor. Ela irá stir things up e os senhores que se cuidem.
Já o Zé surpreendeu-me pela negativa. Por muito que desgoste do senho não o achava capaz de trair aquele que é o que eu acho ser o "princípio bloquista nº1" que diz "seremos contra tudo e contra todos". Afinal ele estava era mesmo com vontade de governar e esta é das melhores hipóteses que o BE teve nos últimos tempos.
Ou seja, dos 17 mandatos: PS+BE têm 7, Carmona (Independente) e PSD 3, Roseta (Independente) e CDU 2. Portanto, para governar o PS precisava mesmo dos 2 mandatos da Leninha para não terem chatices. Será que o PS vai contactar o CDU para conseguir os 2 mandatos?

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